A secretária de Meio Ambiente da Paraíba, Rafaela Camaraense, manifestou apoio à construção do Parque da Cidade, em João Pessoa, mas destacou a necessidade de esclarecimentos sobre questões ambientais. Em entrevista ao programa Panorama Paraíba, da Rádio Pop FM, nesta sexta-feira (14), ela enfatizou que o projeto pode trazer benefícios à cidade, desde que todas as exigências ambientais sejam cumpridas.
“O prefeito Cícero e todo o seu corpo técnico enxergam as necessidades ambientais que existem no Parque da Cidade. A clareza que eu tenho é que essas questões precisam ser sanadas e que é fundamental levar informações concretas para a população”, afirmou a secretária.
Rafaela revelou já ter tido acesso ao projeto e aprova a proposta, mas ressaltou que ainda não analisou a licença ambiental e suas condicionantes, uma vez que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sudema) ainda não foi formalmente acionada para avaliar o caso.
“Eu vi o projeto e gostei bastante. Acredito que o parque tem muito a agregar para João Pessoa. Eu defendo a sua construção, mas com todas as salvaguardas ambientais necessárias”, acrescentou.
A obra do Parque da Cidade, orçada em R$ 120 milhões, está suspensa desde dezembro de 2024, por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que exigiu a realização de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Em janeiro deste ano, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, manteve a paralisação, ao negar um recurso da Prefeitura de João Pessoa. O município sustenta que os estudos já apresentados são suficientes e que a suspensão prejudica o desenvolvimento sustentável da cidade.
No entanto, o STJ reforçou a necessidade de maior rigor na proteção ambiental da área. O pedido de paralisação foi feito pelo Instituto SOS Animais e Plantas, que alertou sobre os riscos para a fauna e flora locais, exigindo um estudo mais detalhado dos impactos ambientais do projeto.
A discussão sobre a viabilidade do Parque da Cidade segue sem uma solução definitiva, mas a secretária Rafaela Camaraense deixou claro que apoia a iniciativa, desde que sejam garantidas todas as medidas de proteção ambiental exigidas pela legislação.